quarta-feira, 13 de abril de 2011

Anjos das ruas


A cada despertar do dia e o correr de uma rotina urbana surge uma composição de buzinas mesclada com vozes de cidadãos de um espaço urbano por vezes sombrio. Em meio ao alvoroço sonoro de uma cidade, uma voz, um violão. Um acorde que toca pela esperança de dias melhores. A música tem se feito cada dia mais presente no dia-a-dia da cidade. Assim que ela toca, toma a atenção da exigente plateia que se forma aos poucos por pessoas que se distinguem por culturas, criações, cores, sexos e características, mas que se unem durante algum momento em prol de uma paixão ou um conforto que essa arte proporciona.
Uns buscam na rua uma forma de popularizar a música erudita, outros de mostrar seu talento e outros veem nessa exposição, uma forma de ganhar a vida. E é nessa última que se encaixa Seu Neco. 52 anos, poucas palavras e já com ar de artista. Recusa-se a deixar-se fotografar mas aceita trocar algumas palavras sobre seu trabalho. Com brilho nos olhos ele inicia dizendo que música sempre foi sua paixão. “Nunca pude estudar, mas sempre quis aprender. Ganhei um violão há muito tempo e isso é tudo o que eu sei fazer, tocar e cantar.”
De família pobre, “Seu Neco”, como se apresenta, mora na rua há mais de 20 anos. Segundo ele, nunca conseguiu se adaptar aos abrigos e não tem condições de pagar aluguel. “O que eu ganho aqui com meu violãozinho é o suficiente pra sobreviver. Eu gosto de mostrar que sei alguma coisa, assim as pessoas não me veem como inútil”. Seu Neco faz parte da estatística feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) que mostra que cerca de 18 mil pessoas na cidade de São Paulo são moradoras de rua. E mais ainda, dos 84% desse número que representa a parte masculina da estatística.
Quando questionado sobre seu nome, ele diz, em meio a risadas, que é seu nome artístico. Era chamado de Neco pela família desde pequeno. “Diferente do Seu Jorge, o ‘Seu’ veio com a idade", ri. Ele diz ainda que não espera fama nem reconhecimento. “Fico feliz só com as pessoas ao meu redor me ouvindo”.
Seu Jorge é lembrado por ele como inspiração. Com história semelhante a de Seu Neco, está entre os atuais cantores e compositores de MPB e samba de maior sucesso no Brasil. Nasceu em uma família pobre, morava e favela e ao decidir ganhar a vida como músico, teve que sair de casa. Passou pela casa do tio – que o recriminou pela sua decisão – por pensões e acabou indo morar na rua. Depois de viver 3 anos na vida moribunda e sonhadora, Jorge Mario da Silva – seu verdadeiro nome - foi convidado a fazer um teste para se apresentar em um musical. E é aí que sua vida de músico finalmente se inicia rumo ao sucesso.
Foram 7 anos na rua até que conseguiu se estabelecer com apenas o talento e a determinação para concretizar o sonho. Apesar de todas as dificuldades que enfrentou Seu Jorge nunca se deixou abater. “Acredito na dignidade e integridade da educação familiar. Eu acredito em Deus e na qualidade do investimento do talento do ser humano. Se você investir a coisa pinta e você pode imprimir”, diz.
Diferente de Seu Neco, o “Seu” adotado no nome artístico não veio com a idade. Com 41 anos e com ar jovial, essa parte do nome foi pensada para manter uma proximidade para com o público fã de seu trabalho. “Seu de Seu, não é de Senhor - Seu amigo, Seu camarada. Oh, Meu! Assim como o povão fala”, brinca ele.
Seu Jorge é uma prova de que sonhos sempre alimentam esperanças e determinação. A arte na rua cresce a cada dia e revela talentos inesperados de gente que faz o que mais ama. “E é esse o propósito da música. Transmitir sentimentos de pessoas aos seus semelhantes. Ela nos inspira, nos aquece, nos faz repensar sentidos pra sorrir e pra viver” declara Pablo Silva, 22, estudante e grande fã de Seu Jorge.
“Eu acredito sim que há muita gente nas ruas esperando apenas uma oportunidade e o reconhecimento pelo que faz.”, diz. “O que acontece é que há muito preconceito na sociedade em que vivemos e muitas dessas pessoas jamais serão vistas mesmo que tenham grandes talentos. Por isso, pra mim, Seu Jorge é, antes de tudo, um guerreiro”.
A música feita na rua é tida como uma das maiores formas de expressão atualmente. É aquela que não vê grandes interesses nem promoções. Apenas está ali para promover alegria dos que se deixam tomar pelo mecanismo e tédio do dia-a-dia. Em geral, não se preocupa em tocar em todas nas rádios, ser conhecida por sua letra e melodia pobres e também não produzem efeito imoral.
E que seja assim todos os dias. Ao despertar de uma cidade, ao som de uma buzina, surja uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo. Surja um acorde, uma voz, uma paixão.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Uma indignação pessoal

Finalmente a música brasileira parece ter chegado ao auge do absurdo. Depois de longos processos e transformações para construir uma geração do rock e da mpb que consagrou bandas e cantores excepcionais como Os mutantes, Caetano Veloso e Chico Buarque, assistimos da plateia ao show de Restart. A banda colorida, que compõe músicas de dois ou três acordes, num ritmo de pop, se autodenomina rock e arrasta milhares de crianças e adolescentes aos shows levados por uma histeria sem tamanho. E é aqui que me questiono: a que ponto chegamos?
O que antes era apresentado ao público por festivais de músicas promovidos pelas emissoras e tv e rádio, hoje é bancado pelo pai da criança que um dia sonha ser o "rockstar". E aí inundam o mercado musical com músicas pobres harmonicamente, adotam um estilo - que é copiado entre os adolescentes - e faturam milhares de reais sem saberem o que é realmente fazer e estudar música. Além disso, plagiam muitas vezes, aquilo que mais se dá valor quando se trata de Brasil: a música internacional.
Mesmo com tanta riqueza cultural e musical dentro do Brasil, as pessoas insistem em colocar no patamar mais elevado apenas aquilo que "vem de fora". O estrangeiro, cantado em outra língua, produzido a partir de uma cultura e uma história que não as pertence. Sim, é assim que grande parte dos brasileiros se comporta.
De acordo com o cantor e compositor Caetano Veloso, acreditar que o país não é capaz de produzir música de qualidade, é uma atitude fraca e covarde. "Isso é o seguinte: horror em admitir que o Brasil existe, e que há uma organicidade histórica brasileira que se dá, e que não pode ser submetida aos automatismos da mente colonizada.", diz. "Faz parte de não se ter uma mente colonizada não temer a presença, inclusive predominante, da cultura colonizadora internacional dominante, que é norte-americana. Mas isso não significa que você tem que se suicidar todos os dias e dizer que a sua vida não vale, que só vale de verdade a vida dos americanos. Porque o conteúdo por trás de tudo isso é este. Isso eu não admito". indigna-se.
Vivemos hoje em um país que respira a cultura que não é nossa. E isso não poderia deixar de ser refletido na música. Muitos supervalorizam músicas internacionais e se utilizam de bandas como Restart para fundamentarem seu argumento de que a música brasileira não presta. Esquecem que Elis Regina, Tom Jobim a atualmente, Maria Gadu são frutos brasileiros.
Compreensível a indignação quando se vê Restart em primeiro lugar na lista das mais pedidas em canais de televisão e rádio. Compreensível quando se vê tal banda ganhar 5prêmios seguidos em um evento de música que elege melhor clipe, melhor música, melhor banda entre outros. E não concorrem com bandas com o mesmo nível, concorrem com bandas que tocam há 15, 20 anos e que construíram sua música, sua fama e conquistaram seus fãs. Não os compraram com sua música pobre e um estilo de se vestir. Não tiveram pai para comprar um produtor.
Há pouco investimento no que há de novo. Novas e independentes bandas, com estilos inovadores e inteligência nas letras. A atenção de produtores e gravadoras está sempre voltada para aquilo que se repete incansavelmente e que atinge um público musicalmente pobre. Trazem à fama apenas um estilo convencional de bandas teens que permanecem em grande produção por 2 ou 3 anos. Até que apareça a próxima, lance um novo estilo de roupa e cabelo a serem copiados.
Há uma decadência sim na música brasileira atual quando se fala das paradas de sucesso, mas ela não pode ser percebida quando se fala da produção propriamente dita. Há muita produção de qualidade dentro do nosso país que muitas vezes não percebemos ou encontramos. Há bandas e cantores que esperam ser notados por seu talento. E repito, há muita música boa no Brasil, o que não sabemos é procurar ou filtrar aquilo que chega até nós. Porque enquanto Restart estiver em primeiro lugar nas "mais pedidas", o público pobre que torna isso possível, jamais será capaz de perceber a qualidade nestes cantores e bandas que não fazem sucesso... ainda.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Um momento para um sorriso.


De todas as maiores riquezas do mundo a que mais contagia é o bom humor. Ele está nos pequenos gestos otimistas e nas formas como você vê o mundo e as coisas. Se o mundo fosse menos sério e as pessoas se preocupassem menos com o que as demais pensam sobre elas, certamente a tristeza e a angústia perderiam espaço. Ter medo de ser feliz é a maior crueldade que alguém pode cometer contra si mesmo. E não falo sobre irreverência porque ela não cabe em todas as situações. Falo apenas sobre pequenos gestos que podem promover a alegria alheia porque não pode existir alegria maior do que concretizar a de alguém. Não há nada mais valioso do que o som de uma gargalhada ou o brilho nos olhos de alguém acompanhado de um sorriso por algo que você fez ou disse.
As pessoas perdem muito tempo tentando descobrir o caminho para a felicidade por meio de coisas vazias e banais e nem sequer param pra pensar na grandiosidade do que possuem e de quem têm ao lado delas. Não conseguem ver que a felicidade está nas pequenas e simples conquistas diárias. Deixam de perceber a beleza do céu quando o sol nasce e quando ele se põe anunciando a magnífica lua. Deixam de perceber os pássaros cantarolando e novas flores colorindo o ambiente.
Outras são tão presas a rotinas e tradições que não notam que a constância de suas ações as torna mecânicas. Têm tanto medo de envelhecer que deixam de aprender que a vida é composta por fases e a velhice talvez seja a mais encantadora por ser tão repleta de lembranças e aprendizados.
Vivem tão limitadas de sentimentos que nem se lembram quando foi a última vez que sentiu que era feliz de verdade ou talvez nunca tenha parado pra pensar se tudo o que faz traz a ela algum motivo pra sorrir.
De fato, vivem melhor as pessoas que sorriem independente do que lhes acontece. Que entendem que problemas são inevitáveis ao crescimento e amadurecimento humano e sabem que eles passam e dão lugares a novos. Entendem que amigos são imprescindíveis à felicidade completa na vida. Com eles você teve e ainda terá seus momentos irreverentes, suas gargalhadas, suas mais belas conquistas e seu egoísmo anulado. Viver melhor é sinônimo de tornar alegre aquilo que se apresenta triste. Esqueça tudo o que te disseram sobre amores frustrados, falsas amizades e problemas inacabáveis. Esqueça um pouco a sociedade capitalista em que você vive para prestar atenção na paisagem humana que você presencia todos os dias. No ar que você respira, na casa que você mora, na família que você tem. Perceba quantas coisas e pessoas valiosas você tem na vida e que muitas outras pessoas não tiveram oportunidade de ter. Corra atrás de quem você esqueceu. Perdoe quem um dia te magoou. Ame quem nunca demonstrou um gesto de carinho por você. Muitas vezes pessoas solitárias limitam-se a um mundo pobre e carente de belos sentimentos porque nunca sentiu que alguém realmente a amava. Esqueça todas as suas frustrações enquanto lê, enquanto canta, enquanto dança em frente ao espelho, enquanto assiste TV. Esqueça tudo o que te impediu de ser feliz.
Esqueça se te disseram que verdadeiros amores não existem. Certas mentiras são tão freqüentes que te fazem acreditar nas coisas mais absurdas. Só o tempo será capaz de te convencer que, enquanto existirem pessoas que procuram alguém que as ame de verdade, existirá um impaciente alguém desejando amar e ter um motivo a mais pra sorrir. Sim, um motivo a mais. Se você não foi capaz de sorrir até agora com tudo que conquistou e com todas as pessoas que conheceu, não espere que um amor faça isso por você. Sua felicidade não pode existir em função de outra pessoa. Ela deve existir dentro de você. Uma pessoa só se torna capaz de amar e ser feliz quando descobre seu valor.
Mais do que palavras, ela é simples e penetrante. A felicidade está do seu lado esperando que você a perceba e a transmita com o seu sorriso.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

MTST: A busca pelo direito à moradia

Eles são da classe média baixa e sobrevivem por meio de trabalhos informais. Não tiveram acesso a uma graduação nem sequer um nível considerável de escolaridade. São em sua grande parte analfabetos e buscam o direito à moradia que lhes é assegurado por lei. Trabalhadores que lutam por uma condição de vida digna. São os “sem-teto”.
Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), cerca de 18.000 pessoas hoje moram na rua em São Paulo. Destes, 84% são homens com idade média de 40 anos. Com o fim de amenizar essa situação, foi criado o MTST (movimento dos trabalhadores sem-teto) que conta com a colaboração de muitos profissionais para funcionar. Suas ações acontecem em datas previamente estudadas e consistem em ocupar prédios abandonados na cidade. Estes são prédios privados que não estão ativos e que não estão propensos a desabamentos.
O movimento que cresce a cada dia na cidade de São Paulo tomou grande dimensão quando começou a ser organizado e difundido.
Seus integrantes são previamente cadastrados pelo Movimento e devem comparecer às reuniões geralmente realizadas em salões de igrejas para conscientização de seus direitos e planejamento de suas ações.
Muitas vezes estas ações são impedidas por policiais uma vez que são ilegais. Mas contam com ajuda de advogados e profissionais do meio judicial, voluntários do Movimento. Após 24h de ocupação do prédio, o advogado (voluntário) encarregado do caso juntamente com mais um organizador vão até a delegacia para requererem a posse do prédio pelos desabrigados. A maioria das vezes com sucesso, a causa é vencida pelos, agora, ex-moradores de rua. A caixa econômica federal é a responsável por financiar os apartamentos em prestações a serem pagas em vinte anos e com baixo custo o que torna acessível a compra pelos então moradores.
A cada dia o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto cresce e se torna mais visível. Apesar de suas ações serem de início, ilegais e um tanto perigosas, é a maneira que o Movimento encontrou de proporcionar aos moradores de rua da cidade de São Paulo uma melhor qualidade de vida.
Prometido por políticos e tampouco esquecido, o direito à moradia é assegurado a todo cidadão comum e ousadamente exigido pelo Movimento dos trabalhadores sem-teto criado com este fim.

domingo, 1 de agosto de 2010

Instrospecção.

E eu quero algo que vá além do que estamos acostumados, algo que atinja todos os limites ainda não atingidos. Quero que os sonhos mais loucos sejam os meus e que tudo que fuja aos padrões comportamentais pertença a mim. Quero ser a rebelde e quero ser a estranha.
Quero falar, discutir, quero lutar, quero dançar no meio da guerra, quero cantar quando houver silêncio. Quero o absurdo e o improvável. Quero me calar quando todos falarem e quero amar acima de tudo.
Quero ter grandes projetos, quero ser bem-sucedida no que fizer, quero dar risada quando não puder e quero persistir quando tudo der errado. Quero quebrar a monotonia, quero me impor, quero sonhar.
Quero ser a diferente no meio dos iguais e a louca no meio dos metodológicos e ritualistas. Quero fazer história, quero ficar marcada. Porque nenhum grande nome seja na história, na moda ou na música que permaneceu por ser bom, foi o contrário disso.


[almejando o revolucionário!]


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quinta-feira, 17 de junho de 2010

E só parecia.

Parecia conhecer
e não conhecia e não sabia e não via.
Parecia gostar
e gostava e elogiava e se importava e falava.
Parecia ser diferente
e não era e estava longe de ser.
Parecia ainda mais. Parecia apaixonar
e não apaixonava e conquistava e não sentia.
Parecia sentir saudades
e não sentia e não sentia nada.
Parecia lembrar. Parecia querer
e só parecia.
Não parecia amar
e não amava mesmo.
E ela sentia. Ela gostava. Ela precisava.
Parecia ilusão
E era. A pior delas. Era.
Talvez gostasse. Talvez sentisse alguma diferença.
Ou talvez só tivesse medo de estar sozinha. E estava. E sempre esteve. Sozinha todo o tempo. Mas a solidão dela tem tempo. Vai acabar.
A dele vai permanecer. Porque nele existe um vazio que ele próprio desconhece. E que a sua ignorância jamais permitirá que conheça.

domingo, 23 de maio de 2010

(In)saciável.


Em meio ao barulho ensurdecedor dos raios e trovões, eu me encolhi, apertei os olhos com força e me abracei sozinha..sozinha mais uma vez! Aquela noite fantasmagórica parecia não ter mais fim. Assombrada pelas minhas idéias quase loucas, eu permanecia a me questionar onde você poderia estar, e com quem estaria se não era comigo. Aliás, onde anda você? Há quanto tempo não nos encontramos? O que anda fazendo de tão importante a ponto de me esquecer aqui no meio de toda essa insanidade? É complicado te entender quando se vive em um mundo de miséria. E mais do que miséria financeira, miséria de compaixão e de carinho, tudo isso que você dissemina. Toda essa escuridão e esse barulho sombrio, só me trazem o que há de ruim. Que mundo é esse que os que andam com você são tachados de loucos? Você na teoria é tão fácil, por que na prática falha tanto? Quanta incoerência!
Estou lhe escrevendo num ato de desespero, acredite! Na verdade, escrevo pra lhe alertar também. Estão usando muito o seu nome em vão por aí. Já me falaram sobre você algumas vezes e o pior foi que mesmo te conhecendo tanto, eu caí. Caí na minha carência e na solidão que ansiavam por você. Parecia ser insaciável a vontade de te ter aqui; viciante. Não sei se te conheço quanto digo, mas talvez saiba que você não está presente no meio de duas pessoas estranhas que acabaram de se conhecer por um meio virtual ou pessoalmente. Parece tão insuficiente.
Eu vejo a falsidade e a mentira se disseminando disfarçadas pelo seu nome todos os dias. Eu vejo a loucura se solidificando. Eu vejo a inveja, o ciúmes exacerbado, o desejo de posse. Eu vejo a fome todos os dias, eu vejo a ignorância se propagando como praga que se alimenta do carinho e o deixa às migalhas. Eu vejo uma multidão de pessoas sendo escravizadas pelo vazio que toda essa sociedade hipócrita e egoísta deixa. E eu os vejo marchando em direção ao fim. Em direção à miséria e ao desafeto. Insanos, isolados e cegos! Cegos porque um dia se deixaram cegar por uma ambição e um descontrole sentimental. E então declaro guerra! Guerra à mentira que se impõe sorrateiramente entre as pessoas! Guerra ao desprezo! Mas não uma guerra com armas e qualquer coisa que possa ferir, guerra vista como doença que só se cura com a sua presença. Sinto meu peito apertar toda vez que vejo homens tratados como cachorros vivendo do resto de alguém que, desce momentaneamente do poderio que desigualmente lhe foi concedido, e se sensibiliza ao dar-lhe o que comer. Sinto nojo. Não destes homens. Mas daqueles que sagazmente se dizem à disposição de governar o mundo que vivemos. Destes sim, meu maior nojo. Prometem, falam, iludem. E no cair do dia, enchem seus bolsos com o dinheiro que não lhes pertence para alimentarem sua ambição e seu reinado que lhes custará caro um dia.
Enquanto os reis dormem em seus castelos, os súditos de um mundo insano dormem não em abrigos nem casas simplórias, mas na rua. Palco da pobreza e da violência que se torna cada dia mais comum. Reflexo claro de um mundo injusto. Reflexo do descaso e da imoralidade. Desamor. Enquanto os mesmos reis vivem da morte de seu caráter, os súditos vivem da morte da esperança e dos sonhos que foram proibidos de sonhar. Sonhos comprados. Sonhos roubados. Sonhos esquecidos. Que alimentam a vontade de viver e não se conformam em deixar apenas sobreviver. Trazem consigo a mais doce e inestimável felicidade. Constante. Contagiante. Desconhecida. Algumas pessoas fingem encontrá-la no que menos se tem de valor no mundo, mas coisas que são cegamente perseguidas: o dinheiro, a fama. Enganadas por uma aclamação passageira, as pessoas se perdem no seu egoísmo e na sua ambição sem perceber, ou pelo menos fingem. Você já deve ter uma noção de como está tudo por aqui. Às vezes sinto meu coração bater acelerado. Mas não é pelo que você me causa (infelizmente). Ele arde em raiva. Na indignação com tudo isso que vivo. Com tudo o que vejo. Não foi isso que você me ensinou, não foi isso que eu quis viver. Mas acredito que estou aqui em missão. Para falar de você, pra ensinar o pouco que sei, pra agir como alguém que não vive em função de outra coisa senão por você e por quem te criou. É desespero sim, então, por favor, atenda o meu único pedido: VOLTA! Volta para o meu mundo. Volta e nos assiste com tudo que pode nos ensinar e nos oferecer. Estamos carentes mais do que nunca da sua presença. Volta amor, volta logo. Faz-nos sentir a sua presença como nunca. Você é o sentimento mais valioso que pode existir, mas é o que mais nos falta. Continuo a me contorcer na cama com os pensamentos que não cessam e que só me agonizam. Permaneço com os olhos fechados, ainda ouvindo os estrondos apavorantes dos trovões que parecem ecoar na alma. Espero o sono chegar. E espero que ao dormir, meus sonhos me tragam a paz que não tive durante o tempo que esses pensamentos me passaram pela cabeça. Espero que eles me tragam a solução, o conforto, me tragam você. Ei, amor. Volta logo.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Fala Povo!


Cartazes, comícios, propagandas televisivas, carros de som e milhares de panfletos sendo distribuídos e posteriormente jogados no lixo ou no chão. Milhares de reais investidos. Dessa forma resumem-se as propagandas eleitorais atuais, ou melhor, o Marketing Político. O que antes era feito apenas por uma pessoa, hoje é feito por empresas próprias para isso. Paródias e slogans sintetizam idéias e a imagem ilusória que o político quer passar aos eleitores.
As campanhas eleitorais deixaram de ser intuitivas e se tornaram racionais, os palpites deram lugar à pesquisa. Tudo isso adaptado para acompanhar o ritmo do crescimento intelectual da população. Hoje, as facilidades para adquirir informações e a preocupação com o futuro do país, exigem que a ideologia que o candidato traz consigo seja discutida e avaliada pela população em geral.
“Todo trabalho publicitário que almeja uma futura eleição do candidato que apresenta, deve ser bem empregado e na dosagem certa para que a imagem do candidato não seja banalizada” disse Sullyvan Andrade, 32, consultor em Marketing Político. “É fato que nem todos os que se apresentam como honestos portadores de boas convicções o são, mas os fatores que resultarão em sua eleição são seu histórico, sua imagem e seu discurso que definirão seus planos de governo e suas idéias” afirma.
Para a estudante de letras Raquel Napoli, de 21 anos, o marketing não mostra o que os eleitores deveriam saber sobre o candidato em questão. “Na verdade, a gente não conhece a pessoa do candidato. A gente conhece o que é mostrado na mídia. Então, se eu quero fazer alguma diferença no país com o meu voto, eu decido acreditar.” diz.
É fato que o trabalho publicitário busca promover uma imagem falsa do candidato. O momento caótico em que vive a política do Brasil atualmente, nos faz entender o descaso de muitos eleitores que se deixam levar pelas intensas e muitas vezes exaustivas propagandas políticas.
“O marketing está presente em tudo hoje. Ele é um mau necessário. Na escolha do meu voto, eu procuro saber o histórico do candidato e analiso as idéias que ele propõe por meio do discurso” afirma Cíntia Gonçalves, 22, estudante de psicologia.
“Querendo ou não, o trabalho publicitário por trás da imagem dele é intenso e mostra apenas os pontos bons, então eu escolho o que me convence pela ideologia que ele apresenta.”diz.
Com o transcorrer da história democrática, a perda da credibilidade política é fato, porém esta perda não implica na inexistência dela. Culpar as pessoas que dirigem o nosso país pela corrupção, pelas obras inacabadas, pela falta de assistência à população e pelo não-crescimento do país é comum, mas pensar que a culpa é de quem colocou essas pessoas lá, é praticamente uma agressão à população. De fato, a culpa está muitas vezes na falta de orientação dos eleitores e no descaso que tem com o futuro do país.
“A população reclama que políticos compram votos na eleição, porém a maioria não pensaria duas vezes em aceitar o dinheiro sujo por ele pago”, afirma o estudante de direito, Lucas Silveira, 21. Segundo ele, a corrupção e a falta de credibilidade devem ser imputadas à coletividade, não a um grupo de políticos que é produto do sistema brasileiro. “Mas sabendo disso ainda acredito em algumas coisas, de modo que se não acreditar, não estarei acreditando no sistema que o Brasil tanto lutou para conquistar”, diz.
Renata Prates, 20, também estudante de direito, acredita que as propagandas eleitorais têm apenas a função de mostrar o rosto e o nome dos candidatos. Para ela, pensar que as tais são capazes de mostrar o caráter deles seria ignorância. “Eu não acredito no que os candidatos falam nas propagandas eleitorais. Eu voto neles, porque apesar de muitos dizerem que isso não existe, eu acredito que sempre tem um que “rouba mais faz”, então voto no menos pior mas não acreditando em tudo que eles falam.”
É verdade que o sistema é corrupto por um todo e ele deve ser mudado. Mudar os políticos ou as propagandas eleitorais seria paliativo tendo em vista a corrupção da coletividade. Todos os nossos representantes são frutos da sociedade em que vivemos. E se eles têm atitudes corruptas, o que o povo brasileiro faz para mudar ou impedir?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Socuerro!!!

Será este o fim dos tempos? Outro dilúvio? Mas não tinham dito que não ia ter mais? E pra quem pensava que só em São Paulo chovia desse jeito, agora o Rio resolveu acabar em água. hahaha. E o pior é que dessa vez é o Rio de Janeiro e não o Tietê. Mesmo que a cidade seja prejudicada só na periferia ou em poucas partes da cidade, os noticiários insistem em colocar imagens das capotas dos carros flutuando e pessoas em cima de muros pedindo socorro dizendo que a cidade inteira está daquele jeito. E aí liga mãe, pai, tia, vô, periquito e papagaio pra perguntar se você, que mora na cidade, tá bem. E aí com voz de sono, você responde “Por quê? Tá chovendo?” hahaha.
O investimento do ano agora é em barcos e não em carros mais. Daqui a pouco começam a fazer propagandas “Se você perdeu seu carro nas enchentes, não perca tempo, compre já o seu barco”. E claro, aquele precinho salgado que você pede pra parcelar em 50 vezes pra conseguir pagar. E daí o ritual de se ganhar carro com 18 anos vai mudar pra ganhar barco. Que beleza!
Além da crise no setor automobilístico, haverá crise da estética. Os salões terão que se apropriar de estratégias mais eficazes pra manter o cabelo da mulherada bonito. Chapinha nem pensar! Ou é progressiva ou alisamento japonês, e olhe lá!
E o governo? Lula com suas metáforas decoradas e quase nunca revestidas de inteligência, já deve estar pensando na feitura de medidas provisórias que visam regulamentar a colocação de dragas nos pontos de alagamento das cidades com ligação direta para o Nordeste. Fazendo dessa forma, jus aos seus grandes planos de governo. Já podemos visualizar o grande projeto Bolsa Água, que deverá levar água à casa de todo cidadão brasileiro, literalmente. Ou então idéia será: jogar sal em todas as cidades inundadas. Porque aí todo mundo bóia né, ninguém morre afogado. Boa Lula!
As chuvas nem recomeçaram direito em SP e as estações de metrô que estavam sendo construídas já estão caindo. Isso é que é estrutura! Se estas ficariam prontas em 2012, agora a previsão é para 2050. A inauguração já tem até data certa: 1de Abril, horário: depois da chuva. Na verdade, o governo deveria investir em construir portos e não estações de metrô. Porque até 2050, a cidade já vai estar submersa e a maioria da população já vai ter seu barquinho. Seria legal um engarrafamento de barcos... ou não.
E o que ia passar no Datena? Barcos virados? Superlotação nos barcos? Pensemos nisso. É grave.
A natureza já gritou por socorro. Ninguém ouviu, ela mandou ver! Já aprendemos que toda ação tem uma reação. A nossa ação não deve ter sido boa pra causar tudo isso. Assim, só acho.

sábado, 3 de outubro de 2009

Para o nosso melhor



Eu queria poder apenas fechar os olhos e fazer um pedido. Poderia ser mais um dia de férias, mais feriados, mais um minuto ao seu lado. Ou ainda, reviver uma cena, fazer mais promessas, pedir um beijo. Tudo isso seria perfeito se não tivesse um tempo pra acabar. Olhar ao meu redor e perceber que você não está talvez seja um dos piores sentimentos que já senti. Sentir falta da sua companhia, do seu amor, do seu carinho, do seu cheiro.

Mais uma lembrança me vem à memória, e mais uma lágrima eu deixo cair. Uma saudade e um vazio que não pode ser preenchido. Perceber a sua ausência é mais do que sentir a distância que me separa de você, é sentir-me incompleta.

Quando você não está, as piadas perdem a graça, as risadas perdem o sentido e os meus sonhos se tornam apenas sonhos.

Quando você não está, a solidão se torna o vazio mais profundo da alma, os bons momentos não passam de lembranças, as noites de sombrias e o silêncio da maior dor.

Cada vez que eu precisava me despedir de você, um pedaço de mim ficava pra trás. O meu coração era tomado por um misto de emoções que sem serem permitidas, explodiam. Sem perceber era tomada por uma imensa vontade de estender a mão a você e gritar: VEM COMIGO?! Mas na luta entre razão e emoção, a razão me convencia que não era o certo a fazer. Precisava ser forte, ou pelo menos parecer.

Ao seu lado eu pude entender o real sentido da palavra ‘amor’. Não senti o tempo passar, me senti amada da forma mais sincera e pura. O único medo que sentia era o de te perder.E agora me consolo acreditando que você vai voltar.

Ao seu lado, as assombrações do mundo das minhas idéias deixam de existir e os trovões que ecoam na minha alma solitária se calam ao som da sua voz. Com você eu tenho mais do que uma história, eu tenho sonhos, eu tenho uma vida.

O amor não é uma emoção passageira, ele requer um compromisso. E o meu com você é de te amar até o meu último segundo de vida. Estando você comigo ou não.

Se eu pudesse, não pediria mais um momento com você, eu te escolheria pra passar o resto da vida junto comigo. Pediria para o tempo parar e eternizar cada momento ao seu lado.

Você me ensinou a amar, a perdoar, a lutar pelos meus sonhos. Sou grata por tudo isso eternamente.
Eu só espero que você acredite que todo o preço que estou pagando, toda a tristeza que venho suportando é para o melhor. É pra que um dia, se nós tivermos juntos, ninguém possa nos separar e nem duvidar do que sentimos um pelo outro.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sensação amarga.


" Saudade :
s. f.
1. Lembrança grata de pessoa ausente ou de alguma coisa
de que nos vemos privados.
2. Pesar, mágoa que essa privação nos causa.
3. Boas lembranças; recordações. "



Às vezes parece que a saudade bate mais forte. Que as emoções gritam mais alto. Que o coração bate mais acelerado. Você sente vontade de gritar mas sente a boa seca. Esse talvez seja o pior sentimento; a saudade. Saudades dos seus amigos de infância, dos que fizeram bagunça com você, dos amigos do ensino médio, dos que te fizeram sorrir tantas vezes quando você mais precisou. Saudade da sua família reunida na hora do almoço, saudade daquela pessoa que você mais ama chegando à sua casa de surpresa. Momentos que por vezes se tornaram rotina e você não pôde perceber o valor e a diferença que fazem na sua vida. No decorrer dos anos você constrói sonhos, e desiste de tantos outros. Mas correr atrás da realização dos seus maiores sonhos implica amadurecer, assumir responsabilidades maiores e sentir saudades. Simplesmente sentir falta de tudo que tornava a sua vida mais colorida. Ou de quem fazia isso. Fingir que não liga, fingir que não chora, que ta tudo bem, fingir ser forte. Essa tem sido, de fato, a minha maior arte. É o famoso ditado de que “você só dá valor quando perde”. Mergulhar em livros e teorias e assumir a correria da cidade grande é a solução que mais parece plausível. E de repente num momento de fraqueza, você se vê olhando fotos e deixa uma lágrima cair. Lembra daqueles momentos que te fizeram rir até a barriga doer. Aperta os olhos com força, engole o choro e diz pra você mesmo: “preciso ser forte”. A razão tenta te fazer entender que é para o seu bem, que tudo vai melhorar. Mas a cada dia que passa, as emoções dizem o contrário. Você acredita em pessoas, elas te decepcionam. Você acredita em sonhos, eles parecem se afastar cada vez mais. Você ouve sobre o amor mas não consegue sentir a presença dele nas pessoas por você. Quem você mais ama está longe e você está inserido num contexto em que as pessoas se preocupam apenas com o bem-estar delas e com os compromissos que tem a cumprir. E mais uma vez você sente falta. Falta de poder sonhar alto sem ser interrompido por alguém. Falta de mergulhar nas suas fantasias e acreditar que as pessoas realmente se importam com você. E você sente uma vontade quase incontrolável de gritar por socorro. Mas pra que gritar se ninguém vai te ouvir? Pra quê gritar se as pessoas não se importam?



sábado, 30 de maio de 2009

Uma vida para a Cracolândia

Ele iniciou a entrevista com um sorriso no rosto, e uma indignação clara com o governo. 43 anos, pastor e treinador profissional de futebol. Casado, uma filha e uma vida disposta a ajudar. Há 14 anos, João Carlos Batista dedica sua vida em um trabalho desenvolvido na chamada Cracolândia. O lugar é conhecido como centro do tráfico de drogas e de prostituição da cidade de São Paulo. O cenário é triste e comovente. Crianças, jovens e adultos, desamparados, buscam nas drogas e na prostituição uma forma de se alimentarem, se vestirem, e viverem. Buscam no crack em especial, a igualdade e a melhoria de vida que tanto lhes é prometida.
João Carlos é o atual presidente do trabalho ali desenvolvido, o qual é denominado Missão Cena (Comunidade Evangélica Nova Aurora) e é financiado por igrejas e uma instituição Luterana Alemã. O trabalho começou a ser realizado em 1987 na Rua Aurora da cidade de São Paulo e permanece até hoje na Rua Euvétia Gusmões e Guaianazes. A missão tem como objetivo atender à população de rua, crianças de pré- rua, atendimento jurídico, odontológico, alfabetização de adultos, distribuição de comida e disponibilização de lugares para banho contando com apoio espiritual e cultos. Depois de dois anos de seminário em Campo Morão, Paraná, João Carlos decidiu que dedicaria sua vida e seu saber para ajudar ao próximo e aceitou o convite de estar à frente do trabalho.
O trabalho reúne 40 voluntários, 22 trabalhadores e um grande número de ajudados. Ele conta que desde criança seus pais eram exemplo de solidariedade, abrigando pessoas de rua ou abandonadas em sua casa dando-lhes apoio, comida e o que vestir. Com uma grande indignação ele conta que se sensibilizou pelo trabalho ao perceber que o governo nada fazia para solucionar ou melhorar a situação em que se encontrava o local. ”Se o governo não pode fazer, eu vou fazer” disse ele. Durante todo a entrevista ele deixou claro que a mídia e o governo em nada ajudam para o desenvolvimento do trabalho, pelo contrário, a mídia procura apenas o marketing e o governo que se diz ajudar, se preocupa apenas com o dinheiro que ali é investido. Descaso, promessas, cartões de créditos ilimitados, e carros. Papéis de vilões disfarçados em mocinhos. “Nós não precisamos da ajuda deles, em 14 anos que eu trabalho na Cracolândia, nunca faltou nada, seja comida, seja roupa.”, disse.
João Carlos é sustentado pelas igrejas para desenvolver o trabalho na Cracolândia. Com muita satisfação ele menciona nomes e nos conta história de vidas ali transformadas. Pessoas que, sem a ajuda do projeto não teriam a mínima condição de mudarem o trajeto das suas vidas e terem sonhos e planos futuros. Com um tom de voz baixo, ele diz que o crack não poupa ninguém, e cada dia que passa ele faz mais vítimas. Dependente dele estão crianças, jovens e adultos. “O crack não escolhe idade nem classe social, e se não tomarmos cuidado, a Cracolândia vai tomar São Paulo”.
O tempo se encerra. Ele finaliza sua fala com aplausos, um exemplo de história e um apelo à sociedade: que desperte para o problema que estamos vivendo e se empenhe em buscar estratégias eficazes em combate ao problema que a cada dia cresce assustadoramente na porta de nossas casas.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

“O fato é que as escolas não estão sabendo alfabetizar” disse Maria Helena Guimarães, secretária estadual da educação.

A secretária Maria Helena Guimarães de Castro atribui às baixas notas obtidas no último exame de avaliação de aprendizagem, Saeb, às falhas no sistema educacional. “O fato é que as escolas não estão sabendo alfabetizar”, disse. Ela ressalta que os motivos para isso são a falta de professores qualificados para a alfabetização das crianças e a disponibilização de materiais de boa qualidade para elas. Maria Helena também concorda com alguns educadores que dizem que a melhora do ensino só ocorrerá quando os professores tiverem tempo para preparar as aulas, mas acredita que essa é uma medida a ser estudada a longo prazo, considerando o pagamento que lhes é oferecido e que a maioria deles trabalha em duplo regime.
Como solução imediata para tais problemas, Maria Helena diz que o Estado está fazendo uma intervenção nas séries iniciais.” Nas primeiras e segundas séries os alunos terão dois professores, materiais didáticos de apoio e avaliação a cada dois meses”, afirmou. “Pela primeira vez neste ano, os alunos terão uma avaliação ao final do segundo ano que poderá reprová-los; uma reorganização da progressão continuada que terá como objetivo identificar os alunos não alfabetizados”. Haverá ainda outras intervenções para outras séries, com recuperação de aprendizagem na quinta e oitava séries, e no primeiro e terceiro anos do ensino médio.
Segundo a secretária, os alunos reclamam da falta de estímulo por parte dos professores, e como solução para isso serão criadas diversas políticas de estímulo do professor, como um bônus para comprar livros e a valorização da remuneração que lhes é oferecida.
Para tais medidas serem efetuadas, serão necessários mais professores e mais salas de aula disponíveis, para isso a secretária diz que serão feitas várias parcerias para atingir os objetivos propostos. “Os parceiros podem ser ONGs, faculdades, escolas.”, afirmou. Segundo Maria Helena, será feito um edital com exigências e um monitoramento externo que deverão ficar prontos até outubro.

Apresentação.

Bom, como é o primeiro post do blog, acho legal começar me apresentaando!
Meu nome é Caroline Silveira, tenho 17 anos e faço jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Escrever, desde pequena sempre foi uma paixão minha e por isso achei que o melhor seria seguir a profissão. Como eu estou no primeiro ano ainda de jornalismo, as postagens que farei aqui são típicas de iniciante hahaha. Aqui escreverei sobre tudo, atualidades, moda, sociedade, e talvez uns textos apaixonados. Vou escrever também de forma coloquial e formal, aquela que melhor se encaixar no dia da postagem.

Espero que gostem;
CaroL.